Consenso de Chennai estabelece prioridades para ampliar pesquisas conjuntas, inovação e intercâmbio científico entre os países do bloco.
A cooperação internacional em ciência e tecnologia ganhou um novo capítulo nesta semana. Representantes dos países do BRICS aprovaram, na Índia, o chamado Consenso de Chennai, documento que estabelece prioridades e próximos passos para fortalecer a colaboração em ciência, tecnologia e inovação (CT&I) entre os integrantes do grupo.
Divulgado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) nesta quinta-feira, 27 de agosto, o documento foi resultado da 14ª Reunião de Ministros de Ciência, Tecnologia e Inovação do BRICS. A proposta é utilizar a cooperação científica como ferramenta para enfrentar desafios comuns e acelerar o desenvolvimento tecnológico dos países participantes.
Ciência sem fronteiras
A pesquisa científica atual depende cada vez mais da colaboração entre países. Ao compartilhar conhecimentos, infraestrutura, pesquisadores e investimentos, diferentes nações podem desenvolver soluções de maneira conjunta e ampliar o alcance das descobertas.
O BRICS já mantém mecanismos voltados justamente a esse tipo de integração. Em 2026, por exemplo, uma chamada pública do MCTI e do CNPq selecionou projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação realizados em cooperação entre pesquisadores dos países do bloco. A iniciativa contempla tanto redes temáticas de pesquisa quanto projetos estratégicos de grande escala.
Essa colaboração pode permitir que pesquisadores brasileiros participem de redes internacionais, tenham contato com diferentes centros científicos e desenvolvam soluções em parceria com instituições estrangeiras.
O que isso representa para o Brasil?
Para o Brasil, ampliar a cooperação internacional pode significar novas possibilidades para pesquisadores, universidades, empresas de tecnologia e startups.
O país já vem fortalecendo sua participação nesse cenário. Durante a presidência brasileira do BRICS em 2025, foram desenvolvidas iniciativas como uma chamada conjunta voltada à inovação, redes de transferência de tecnologia e o Plano de Ação para Inovação do BRICS 2025–2030.
A continuidade dessas ações mostra que ciência e inovação estão cada vez mais conectadas internacionalmente. Temas como Inteligência Artificial, transformação digital, biotecnologia, sustentabilidade e novas tecnologias dificilmente avançam de maneira isolada.
Para estudantes e futuros profissionais, especialmente das áreas de Sistemas de Informação, Administração e inovação, acompanhar esse movimento ajuda a compreender uma transformação importante: o mercado e a produção de conhecimento estão cada vez mais globais, colaborativos e dependentes da capacidade de transformar pesquisa em soluções concretas.
Fonte principal: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), 27 de agosto de 2026.




