Redmond (EUA) — Microsoft restringe acesso a configurações de armazenamento no Windows 11 e exige privilégios de administrador

Tecnologia3 hours ago

A Microsoft implementou uma mudança silenciosa, porém significativa, nas políticas de segurança do Windows 11: determinadas configurações avançadas de armazenamento do sistema agora exigem permissões de administrador para serem acessadas ou modificadas. A alteração começou a aparecer nas versões mais recentes do sistema operacional distribuídas por atualização automática nesta semana.

Até então, funções como gerenciamento detalhado de discos, ajustes de limpeza profunda, alteração de volumes e manipulação de opções críticas de armazenamento podiam ser acessadas por usuários comuns em computadores pessoais. Com a nova regra, essas operações passam a exigir elevação de privilégio (admin), prática comum em ambientes corporativos, mas menos frequente para usuários domésticos.

Segundo especialistas em segurança digital, a medida tem como objetivo reduzir riscos de alterações indevidas no sistema, prevenir exclusão acidental de dados sensíveis e dificultar a ação de malwares que exploram permissões amplas para modificar arquivos críticos do sistema operacional.

Analistas apontam que o movimento segue uma tendência global de “hardening” de sistemas, ou seja, o fortalecimento das camadas de proteção do software. Nos últimos anos, a própria Microsoft tem ampliado exigências de segurança no Windows, como uso de TPM, inicialização segura (Secure Boot) e políticas mais rígidas de controle de contas de usuário.

Por outro lado, a mudança gerou críticas de parte da comunidade técnica e de usuários avançados, que relatam maior burocracia para tarefas simples de manutenção, como reorganização de discos ou ajustes em unidades externas. Em computadores compartilhados ou institucionais, a exigência pode aumentar a dependência do suporte técnico.

Em nota técnica, a empresa destacou que a atualização visa “proteger a integridade do sistema e os dados dos usuários”, reforçando o compromisso com a segurança, especialmente diante do aumento de ataques cibernéticos direcionados a dispositivos pessoais e corporativos.

A expectativa é que a nova política seja mantida nas próximas versões do Windows, consolidando uma postura mais restritiva no controle de permissões — reflexo de um cenário em que segurança digital passa a ser prioridade tão importante quanto desempenho ou usabilidade.

FONTE: windowscentral.com

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