
A inteligência artificial (IA) segue como tema central nas principais feiras de tecnologia do mundo, reforçando sua posição como vetor dominante da inovação global. Durante a Consumer Electronics Show (CES) 2026, realizada em Las Vegas, empresas líderes e startups apresentaram uma nova geração de soluções baseadas em IA física e robótica inteligente, marcando a transição do software para aplicações cada vez mais integradas ao cotidiano.
Entre os destaques da feira estiveram robôs humanoides com linguagem natural, sistemas domésticos que aprendem com o comportamento dos usuários e veículos autônomos com capacidade de tomada de decisão em tempo real. A presença da IA foi percebida não apenas nas funções, mas também no design de novos dispositivos, demonstrando um esforço conjunto entre engenharia de hardware, sensoriamento e aprendizado de máquina.
A mostra também evidenciou a corrida tecnológica entre gigantes do setor. Empresas como Samsung, LG, Nvidia, Tesla e startups asiáticas apresentaram protótipos de assistentes pessoais robóticos e soluções para saúde, mobilidade e automação industrial, com integração em plataformas de nuvem e redes 5G/6G.
Segundo analistas presentes no evento, a tendência de “IA física” — ou seja, sistemas inteligentes acoplados a máquinas e dispositivos físicos — representa a próxima fronteira da tecnologia. “Estamos diante de uma nova era onde a inteligência artificial se manifesta não apenas em algoritmos invisíveis, mas em corpos autônomos, com sensibilidade ambiental e capacidade adaptativa”, avaliou a pesquisadora Julia Nakamura, do MIT Media Lab.
Apesar do otimismo, a expansão da IA física também levanta desafios éticos e regulatórios. Questões como uso de dados sensoriais, autonomia de decisões e segurança de interação com humanos estiveram no centro dos debates paralelos ao evento. Governos e organizações internacionais discutem a necessidade de diretrizes globais para o desenvolvimento e a comercialização desses sistemas, com foco na responsabilidade e inclusão digital.
A CES 2026 sinaliza, portanto, que a inteligência artificial não apenas se consolida como tendência tecnológica, mas molda os rumos da indústria, da sociedade e da economia digital nos próximos anos.
FONTE: reuters.com