Um teste realizado nas Ilhas Canárias colocou holofotes em uma alternativa para a infraestrutura de internet: links de comunicação por laser entre ilhas , tecnologia que pode ampliar drasticamente a capacidade de transmissão e, em alguns cenários, reduzir a dependência de cabos de fibra óptica . A iniciativa é liderada pela startup valenciana FYLA , que está ensaiando um sistema pensado para levar dados em alta velocidade por feixes de luz, em vez de sinais guiados por cabos.
Segundo reportagem publicada nesta quinta-feira (26), o experimento liga Tenerife e La Palma tem como objetivo demonstrar que é possível criar um “atalho” de conectividade em regiões onde instalar ou reparar cabos submarinos é caro, demorado ou vulnerável a acidentes e eventos climáticos. A proposta ganha relevância justamente no momento em que o mundo discute a pressão dos data centers , o aumento do tráfego de dados e a necessidade de diversificar rotas e redundâncias de rede. Fonte: El País – Tecnologia .
Por que isso importa
A espinha dorsal da internet ainda depende muito de fibras (inclusive submarinas). Uma solução baseada em laser, se for estável e escalável, pode virar uma peça estratégica para:
Conectar áreas remotas ou com geografia complexa (ilhas, montanhas, reservas ambientais).
Crie rotas de contingência quando os cabos estiverem rompidos.
Acelerar implantações onde não vale a pena abrir obra ou lançar cabo.
Feixe de lazer permite transmissão de dados(foto: Produção FAPNEWS)
Limites e passos
O desafio desse tipo de conexão costuma ser na confiabilidade : laser exige alinhamento preciso e pode sofrer com neblina, chuva, poeira e interferências atmosféricas — por isso testes em campo são decisivos para provar que a tecnologia funciona fora do laboratório. A reportagem destaca o caráter experimental do projeto e sua ambição de competir, no futuro, com a lógica de conectividade baseada apenas em fibra. Fonte: El País – Tecnologia .