Um dirigível chinês está sendo testado como uma espécie de “aerogerador voador”, flutuando a cerca de 2 km de altura equipado com turbinas eólicas para produzir energia renovável. A proposta é gerar eletricidade sem a necessidade de torres gigantes, reduzindo impacto visual, ruído e ocupação de solo — especialmente em áreas urbanas densas ou regiões em que instalar parques eólicos tradicionais é difícil.
A lógica é simples: quanto maior a altitude, mais fortes e constantes tendem a ser os ventos. O dirigível funciona como uma plataforma aérea estável, ancorada ao solo por cabos. Nessa estrutura são acopladas turbinas eólicas que giram com a passagem do vento. A energia gerada é transmitida por cabos até uma estação em terra, onde é convertida e integrada à rede elétrica.
Do ponto de vista técnico, o projeto exige materiais leves e resistentes para o invólucro do dirigível, sistemas de controle de altitude e posição para mantê-lo estável e um conjunto robusto de cabos para sustentação mecânica e transmissão de energia, além de mecanismos de segurança para tempestades e ventos extremos.
Para o debate em uma faculdade como a FAP, essa iniciativa mostra como a convergência entre engenharia aeronáutica, energias renováveis e design de sistemas pode criar soluções híbridas para problemas clássicos da transição energética: como expandir geração limpa sem saturar o espaço urbano com estruturas, sem aumentar ruído e sem depender apenas de áreas afastadas para instalar grandes parques.