
Especialistas em educação internacional projetam um aumento significativo na mobilidade estudantil latino-americana em 2026, com estudantes brasileiros entre os protagonistas dessa tendência. A expectativa é de que mais alunos da região busquem experiências acadêmicas no exterior, especialmente em programas de pós-graduação, pesquisa e intercâmbio institucional.
Segundo análise publicada pelo portal The PIE News, universidades da Europa ocidental devem permanecer entre os destinos mais procurados, com Espanha, Portugal e França ganhando destaque por oferecerem programas acessíveis, parcerias com instituições brasileiras e bolsas de estudo voltadas a estudantes de países em desenvolvimento.
A crescente mobilidade também é impulsionada pela ampliação de acordos bilaterais e multilaterais, como os programas Erasmus+ (União Europeia), o PAEC-OEA (Organização dos Estados Americanos) e iniciativas nacionais promovidas por governos latino-americanos, incluindo o Brasil.
No contexto brasileiro, o programa “Ganhando o Mundo”, coordenado por estados como o Paraná, exemplifica o interesse crescente em internacionalizar a educação básica. Já no ensino superior, universidades federais e estaduais têm retomado acordos de cooperação que foram suspensos durante a pandemia.
Instituições de ensino da América Latina também estão investindo em capacitação bilíngue, dupla titulação e currículos integrados, visando facilitar a equivalência de diplomas e a mobilidade acadêmica.
De acordo com o consultor educacional Juan Carlos Salazar, a nova onda de mobilidade “representa uma mudança de mentalidade, com foco em formação global, diversidade cultural e inserção qualificada no mercado de trabalho internacional”.
FONTE: thepienews.com