
O Ministério da Educação anunciou um reajuste significativo nos repasses destinados à alimentação escolar, com aumento que pode chegar a até 55% nos valores per capita transferidos a estados e municípios. A medida busca recompor perdas acumuladas nos últimos anos e fortalecer a política de segurança alimentar nas escolas públicas brasileiras.
Os recursos são destinados ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), responsável por garantir refeições diárias a milhões de estudantes da educação básica em todo o país. O reajuste impacta diretamente creches, pré-escolas, ensino fundamental, médio, educação indígena e quilombola, além da educação de jovens e adultos.
Segundo o MEC, a atualização dos valores permitirá melhor qualidade nutricional das refeições, ampliação do cardápio e maior capacidade de compra de alimentos frescos, inclusive da agricultura familiar, que tem participação obrigatória no programa. Especialistas avaliam que a alimentação adequada influencia diretamente o rendimento escolar, a frequência dos alunos e a permanência na escola.
Além do reajuste da merenda, o governo federal anunciou ações complementares de fortalecimento da educação pública, como:
Para gestores educacionais, as medidas representam um esforço de recomposição das políticas públicas após um período de restrições orçamentárias, reforçando o papel da escola não apenas como espaço de aprendizagem, mas também de proteção social e garantia de direitos básicos.
Com o novo aporte, a expectativa é de que redes estaduais e municipais consigam iniciar o ano letivo com maior previsibilidade financeira, assegurando alimentação regular e condições mais adequadas para o desenvolvimento dos estudantes.
O MEC informou que o acompanhamento da aplicação dos recursos seguirá sendo realizado por conselhos de controle social, garantindo transparência e fiscalização dos investimentos na educação básica brasileira.
FONTE: gov.br