
A formação continuada de professores e a recomposição da aprendizagem permanecem no centro das políticas públicas de educação no Brasil em 2026. O tema ganha relevância diante dos impactos persistentes da pandemia de Covid-19, que ampliou desigualdades educacionais e provocou defasagens significativas no aprendizado de milhões de estudantes da educação básica.
Dados do Ministério da Educação (MEC) indicam que redes públicas de ensino ainda enfrentam desafios para recuperar conteúdos essenciais, especialmente em língua portuguesa e matemática, áreas consideradas fundamentais para o desenvolvimento acadêmico. Como resposta, estados e municípios vêm ampliando programas de reforço escolar, acompanhamento pedagógico individualizado e ampliação da jornada escolar, com foco nos anos iniciais e finais do ensino fundamental.
Paralelamente, o governo federal tem investido na qualificação dos profissionais da educação, por meio de plataformas digitais de formação continuada e parcerias com universidades públicas. Iniciativas como cursos on-line, especializações e comunidades de prática buscam apoiar professores no uso de metodologias mais eficazes e no enfrentamento das lacunas de aprendizagem em sala de aula.
“A recomposição da aprendizagem só será possível com professores bem formados, valorizados e apoiados pedagogicamente”, avalia a pesquisadora em políticas educacionais, Nora Krawczyk. Segundo especialistas, o fortalecimento da docência é peça-chave para garantir avanços sustentáveis na qualidade do ensino.
O MEC destaca que a estratégia nacional prioriza ações de médio e longo prazo, com foco na equidade educacional, no combate à evasão escolar e na garantia do direito à aprendizagem. Ainda assim, entidades educacionais defendem maior integração entre União, estados e municípios, além de financiamento contínuo, para que os resultados sejam efetivos em todo o país.