
Apesar de avanços pontuais nos últimos anos, a educação brasileira segue enfrentando graves desigualdades regionais e socioeconômicas, que impactam diretamente o acesso, a permanência e a qualidade do ensino em todo o país. Especialistas ouvidos por organizações nacionais e internacionais, como a Unesco, apontam que os maiores desafios se concentram no ensino médio, na alfabetização infantil e na formação de professores.
Entre os principais obstáculos está a evasão escolar, que afeta principalmente jovens do Nordeste, da região amazônica e de comunidades periféricas. A falta de infraestrutura adequada, o baixo investimento em tecnologia e a carência de profissionais qualificados são fatores que agravam o cenário.
De acordo com dados recentes, o índice de conclusão do ensino médio em idade adequada ainda é inferior a 70% em várias regiões do país, e menos da metade dos estudantes conclui essa etapa com o nível de aprendizado esperado em português e matemática. Ao mesmo tempo, o acesso ao ensino superior continua concentrado em grupos com maior renda.
A Unesco alerta que, sem uma atuação coordenada entre governos federal, estaduais e municipais, os avanços educacionais podem estagnar. “O Brasil precisa fortalecer políticas públicas que promovam equidade, com atenção especial à formação de professores, à expansão da educação integral e ao uso inteligente da tecnologia”, afirmou a coordenadora da Unesco no país.
O Ministério da Educação tem anunciado programas voltados à alfabetização, formação técnica e melhoria da qualidade da gestão escolar, mas entidades do setor cobram mais celeridade e investimentos estruturantes.
O debate sobre o futuro da educação brasileira segue em destaque em 2026, especialmente diante da necessidade de reduzir desigualdades históricas e preparar as novas gerações para os desafios do século 21.
FONTE: unesco.org