Riscos geoeconômicos seguem como principal ameaça à estabilidade do comércio global, aponta pesquisa internacional

EconomiaYesterday

Em meio à retomada moderada do crescimento global, os riscos geoeconômicos despontam como a maior ameaça à estabilidade econômica internacional em 2026, segundo levantamento divulgado nesta semana por instituições ligadas ao Fórum Econômico Mundial (WEF). A pesquisa, que ouviu economistas, investidores e formuladores de políticas públicas, revela um consenso crescente: conflitos comerciais, rivalidades políticas e disputas por recursos estratégicos tendem a intensificar a fragmentação do sistema econômico global.

Entre os fatores mais citados estão as tensões persistentes entre Estados Unidos e China, as barreiras comerciais unilaterais impostas por países do G7 e a instabilidade em regiões com reservas energéticas e minerais estratégicas. Essas dinâmicas elevam o grau de incerteza para investidores e empresas que dependem de cadeias globais de suprimento e acesso a mercados externos.

“A ameaça de um desacoplamento econômico entre grandes potências já não é apenas um cenário teórico — ela está em curso, com impactos reais sobre o comércio e os fluxos de capital”, alertou Saadia Zahidi, diretora executiva do WEF, durante painel realizado em Davos.

Especialistas apontam que políticas industriais nacionalistas, como subsídios bilionários à tecnologia e à energia em países desenvolvidos, estão dificultando o funcionamento tradicional das regras multilaterais de comércio. Ao mesmo tempo, emergem tensões entre normas ambientais mais rígidas e o acesso a mercados por países em desenvolvimento, sobretudo no Sul Global.

A pesquisa também identificou preocupações crescentes com a falta de mecanismos eficazes de governança econômica internacional para mediar disputas comerciais e financeiras, o que amplia a imprevisibilidade nas relações entre Estados.

Apesar disso, o relatório conclui que ainda há espaço para cooperação econômica e diplomática, especialmente em temas como transição energética, segurança alimentar e inovação tecnológica — desde que os países estejam dispostos a encontrar soluções conjuntas e evitar o isolamento econômico.

FONTE: theguardian.com

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