Relações comerciais com o Irã colocam exportações brasileiras sob risco de sanções dos EUA

EconomiaYesterday

As relações comerciais entre Brasil e Irã podem colocar o país sul-americano na mira de novas sanções tarifárias por parte dos Estados Unidos, segundo análise publicada pela agência Reuters nesta semana. O alerta vem após a divulgação de dados que mostram um superávit comercial de quase US$ 3 bilhões em 2025 nas transações com Teerã — impulsionado sobretudo pelas exportações brasileiras de milho e soja.

Autoridades americanas têm reforçado que países que mantêm laços comerciais próximos com o Irã podem enfrentar tarifas de até 25% em produtos exportados para o mercado norte-americano, como medida de pressão contra o regime iraniano. Nesse contexto, o Brasil, embora ainda considerado parceiro estratégico dos EUA, entra no radar de monitoramento comercial, com potencial impacto sobre setores como agroindústria, proteína animal e produtos manufaturados.

O volume crescente de exportações brasileiras ao Irã nos últimos dois anos também reflete uma estratégia de diversificação de mercados, especialmente frente às dificuldades logísticas e diplomáticas em outras regiões. Entretanto, analistas avaliam que a diplomacia econômica brasileira precisará calibrar suas ações para evitar retaliações que comprometam o acesso a mercados fundamentais como o norte-americano.

“O risco é real, sobretudo para cadeias exportadoras com forte presença nos Estados Unidos. O governo brasileiro terá que encontrar um ponto de equilíbrio entre a ampliação de mercados e a manutenção de alianças estratégicas”, avalia o economista internacional Eduardo Bittencourt.

O Ministério das Relações Exteriores ainda não se pronunciou oficialmente sobre o alerta. Enquanto isso, o setor do agronegócio acompanha com cautela as movimentações diplomáticas, temendo possíveis reflexos nos contratos de exportação de 2026.

FONTE: reuters.com

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