
O mercado financeiro reduziu, pela segunda semana consecutiva, a projeção de inflação para o ano de 2026. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central, a expectativa do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 4,06% para 4,05%.
Embora a variação seja marginal, o movimento é interpretado como sinal de confiança por parte dos analistas financeiros na condução da política monetária e na estabilidade dos preços no médio prazo. O resultado reflete, entre outros fatores, a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em níveis restritivos, o comportamento recente dos preços de alimentos e combustíveis e o controle fiscal adotado pelo governo.
O IPCA é o principal indicador utilizado para balizar a política de metas de inflação do país. A meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 2026 é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos — o que coloca a projeção atual dentro da margem aceitável.
Economistas avaliam que a redução gradual da inflação esperada contribui para melhorar o ambiente de negócios, influenciando decisões de investimento, crédito e consumo das famílias. A projeção da taxa Selic para 2026 permanece em 8,5%, indicando que o mercado espera um cenário de acomodação econômica, com inflação sob controle e crescimento moderado.
Apesar da melhora nas expectativas, analistas alertam que fatores externos — como a desaceleração da economia global e eventuais choques de oferta — ainda podem influenciar os índices de preços. Mesmo assim, o recuo atual no Boletim Focus reforça a leitura de um início de ano mais previsível para a economia brasileira.
FONTE: agenciabrasil.ebc