
O mercado financeiro brasileiro reagiu com atenção redobrada nesta semana diante da aceleração da inflação e do crescimento da dívida pública, dois indicadores que reacenderam o debate sobre a sustentabilidade fiscal e o ritmo da recuperação econômica do país.
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado como referência para reajustes de aluguéis e contratos, registrou alta de 0,41% em janeiro, após ter recuado em dezembro. O resultado, embora dentro das projeções de analistas, foi interpretado como um sinal de pressão inflacionária persistente em setores-chave, como energia e transportes.
Paralelamente, o governo federal confirmou que os gastos com a Previdência Social ultrapassaram R$ 1 trilhão em 2025, pela primeira vez na história. O dado chamou atenção de economistas e investidores, em meio a um cenário de aumento de despesas obrigatórias e lentidão na aprovação de reformas estruturantes, como a tributária e a administrativa.
Para o mercado, a combinação de inflação mais resistente e dívida crescente aumenta o grau de incerteza sobre a política fiscal do país, reduzindo o espaço para cortes mais agressivos na taxa básica de juros (Selic), atualmente em 15% ao ano.
Especialistas alertam que, sem um plano claro de contenção de gastos e ampliação da arrecadação, o governo poderá enfrentar dificuldades para manter o equilíbrio das contas públicas e atrair investimentos de longo prazo. A sinalização do Banco Central de um possível corte de juros em março dependerá, segundo analistas, do comportamento desses dois indicadores nos próximos meses.
FONTE: infomoney.com