
O mercado financeiro voltou a revisar para baixo as projeções de inflação para o ano de 2026. Segundo dados do Boletim Focus, divulgados nesta semana pelo Banco Central, a expectativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 4,06% para 4,05%, mantendo a trajetória de estabilidade observada nas últimas semanas.
Apesar da redução marginal, o ajuste reforça o sentimento de confiança entre analistas e instituições financeiras quanto à condução da política monetária e ao desempenho da economia brasileira nos próximos meses. O dado permanece dentro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3% para o ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
A revisão acompanha uma série de indicadores positivos divulgados recentemente, incluindo o encerramento de 2025 com inflação oficial de 4,26%, dentro da meta, e sinais de recuperação moderada da atividade econômica. A expectativa do mercado é que a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 11,75%, sofra cortes graduais ao longo de 2026, o que pode estimular o crédito, o consumo e os investimentos.
Segundo o relatório, as projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) se mantêm estáveis em torno de 1,8% para o ano, indicando um cenário de expansão modesta, porém sustentável, com foco no controle inflacionário e na retomada gradual da confiança empresarial.
Especialistas ressaltam, no entanto, que a economia brasileira ainda enfrenta desafios, como a alta taxa de juros real e a necessidade de avanço em reformas estruturais. Ainda assim, a revisão do IPCA é interpretada como um sinal positivo no início de 2026.
FONTE: agenciabrasil.ebc.com