
O principal índice da bolsa de valores brasileira, o B3 Ibovespa, encerrou o pregão desta quarta-feira (4 de fevereiro de 2026) em queda expressiva, sofrendo uma forte correção após uma série de máximas históricas registradas nos últimos dias. O índice fechou o dia em cerca de 181,7 mil pontos, recuando 2,14% em relação à sessão anterior, num movimento que refletiu tanto realização de lucros quanto condições mais cautelosas no mercado financeiro.
Segundo analistas, a queda foi impulsionada por um ajuste técnico após recordes recentes, com investidores aproveitando os ganhos acumulados para ajustar suas posições. Além disso, o desempenho das ações do setor bancário pesou negativamente, com papéis de grandes instituições como Itaú, Bradesco e Santander registrando perdas significativas ao longo do dia.
A correção deste meio de semana ocorre em um cenário global ainda influenciado por dados econômicos mistos no exterior e por sinais divergentes sobre o ritmo de juros, que têm pesado sobre ativos de risco em mercados emergentes, inclusive o brasileiro. Especialistas ouvidos por veículos financeiros destacam que, apesar do recuo, o índice ainda mantém valorizações consideráveis no acumulado recente, refletindo o bom desempenho da economia brasileira e da bolsa ao longo de 2026.
O movimento de hoje também ressalta a sensibilidade do Ibovespa a resultados corporativos e balanços trimestrais, que vêm sendo divulgados neste início de ano, além de um cenário de incerteza quanto a políticas internas e externas que influenciam o apetite por risco dos investidores internacionais.
Em paralelo, o dólar comercial encerrou o dia praticamente estável, cotado em torno de R$ 5,25, mantendo uma trajetória de volatilidade moderada frente ao real.
O recuo de hoje na bolsa paulista mostra que, mesmo após máximas recentes, o mercado financeiro brasileiro segue sensível a fatores de curto prazo, com movimentos de correção naturais após fortes altas e períodos de recordes sucessivos.
FONTE: tradingeconomics.com