
O estado do Paraná começou o ano de 2026 com indicadores positivos em setores estratégicos da economia, como agronegócio, turismo e infraestrutura, sinalizando um cenário de otimismo e crescimento sustentado acima da média nacional.
Dados recentes da movimentação nos portos de Paranaguá e Antonina revelam um crescimento de 28,5% na movimentação de cargas em dezembro, puxado principalmente pelas exportações de soja e milho. A alta expressiva nas exportações reforça a posição do Paraná como um dos principais polos agroindustriais do país, com forte presença no mercado internacional de grãos.
No litoral, o início da temporada de verão trouxe impactos imediatos ao setor de serviços. Cidades como Matinhos, Guaratuba e Pontal do Paraná registraram aumento médio de 47% nas transações via PIX, demonstrando dinamismo no consumo local e maior adesão a tecnologias de pagamento eletrônico. O comércio, a hotelaria e os serviços de alimentação têm sido os principais beneficiados, com expectativa de recorde de faturamento até o final de fevereiro.
Outro vetor de crescimento é o setor de infraestrutura. O projeto da Ponte de Guaratuba, uma das maiores obras em execução no estado, já injetou R$ 368,6 milhões no Produto Interno Bruto (PIB) estadual, mesmo antes de sua conclusão, e gerou mais de 2,1 mil empregos diretos e indiretos.
Economistas consultados pelo Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social) avaliam que a combinação entre exportações agrícolas robustas, ativação de grandes obras públicas e aquecimento do turismo sazonal cria um ambiente propício para que o Paraná mantenha sua trajetória de expansão econômica, mesmo em um cenário nacional ainda marcado por incertezas fiscais.
A projeção do governo estadual é que o Paraná mantenha crescimento acima da média nacional em 2026, com impacto positivo sobre o emprego, a renda e a arrecadação tributária.