
Uma análise publicada pelo jornal britânico The Economist aponta que a economia brasileira continua enfrentando obstáculos estruturais que limitam seu potencial de crescimento. Segundo a reportagem, apesar de momentos de expansão impulsionados pelo agronegócio e pelo setor de serviços, o país ainda convive com barreiras históricas que dificultam avanços mais consistentes na produtividade e na competitividade.
Entre os principais entraves mencionados estão a complexidade do sistema tributário, a rigidez orçamentária, o peso de interesses corporativos e a baixa eficiência em determinados segmentos do setor público. Esses fatores, segundo a análise, acabam por restringir reformas mais profundas e dificultar a modernização do ambiente econômico.
O texto ressalta que o Brasil mantém estabilidade macroeconômica em comparação a períodos anteriores, com controle inflacionário e funcionamento regular das instituições. No entanto, o ritmo de crescimento tem sido considerado modesto diante do potencial do país e das necessidades sociais e fiscais.
A dependência de commodities também é apontada como fator de vulnerabilidade, especialmente em um cenário internacional marcado por oscilações nos preços e tensões comerciais.
A publicação destaca ainda que o cenário político-eleitoral tende a influenciar o debate econômico em 2026, especialmente em temas como responsabilidade fiscal, revisão de gastos públicos e estímulo ao investimento privado. Para analistas ouvidos pelo veículo, avanços estruturais exigiriam maior consenso político e enfrentamento de interesses consolidados ao longo das últimas décadas.
A repercussão internacional reforça o interesse global na trajetória econômica brasileira, considerada estratégica na América Latina. O país é visto como potência agrícola e mercado consumidor relevante, mas ainda enfrenta o desafio de transformar potencial em crescimento sustentável de longo prazo.
O diagnóstico apresentado pela revista estrangeira reacende discussões internas sobre a necessidade de reformas estruturais, inovação e aumento da produtividade como caminhos para acelerar o desenvolvimento econômico do Brasil.
FONTE: conomist.com