Brasil ultrapassa os EUA e se torna maior produtor mundial de carne bovina

EconomiaYesterday

O Brasil assumiu, em 2025, o posto de maior produtor mundial de carne bovina, superando os Estados Unidos e consolidando sua posição de liderança no setor agropecuário global. A informação foi confirmada por fontes da indústria e dados de mercado divulgados nesta semana, destacando que o país respondeu por 24,2% da produção mundial no último ano, frente aos 23,8% dos norte-americanos.

O feito histórico é atribuído a uma combinação de fatores que incluem melhoramento genético do rebanho, adoção de tecnologias de manejo e rastreabilidade, além da expansão da capacidade de processamento frigorífico em regiões estratégicas, como Centro-Oeste, Norte e parte do Sudeste brasileiro.

Especialistas apontam que a produção mais eficiente, com abate de animais mais jovens e maior rendimento por cabeça, foi determinante para o salto produtivo — alcançado sem necessidade de expansão significativa das áreas de pastagem. “É um marco que mostra a maturidade tecnológica e comercial do agronegócio brasileiro”, afirma Marcelo Tavares, analista do setor de proteína animal.

No mercado externo, o Brasil manteve a China como principal destino das exportações, seguida por Hong Kong, Egito e Estados Unidos. O país também ampliou sua presença em mercados do Sudeste Asiático e Oriente Médio, beneficiando-se da competitividade dos preços e da oferta estável.

O avanço também tem impacto na balança comercial brasileira. Em 2025, a carne bovina gerou mais de US$ 11 bilhões em receitas de exportação, com expectativa de crescimento contínuo em 2026, impulsionado por novos acordos comerciais e pela abertura de mercados em países da África e Europa Oriental.

Apesar do desempenho positivo, representantes do setor pedem atenção às demandas internacionais por sustentabilidade. “A responsabilidade ambiental é hoje um passaporte para os mercados mais exigentes”, ressaltou a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), em nota.

FONTE: reuters.com

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