Exportações para os EUA caem 25,5% em janeiro, mas China e outros mercados compensam parte das perdas

Economia4 hours ago

As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram forte queda em janeiro de 2026, com o valor das vendas de produtos nacionais ao principal parceiro comercial dos últimos anos recuando 25,5% em relação ao mesmo mês de 2025, totalizando cerca de US$ 2,4 bilhões no mês, informou ontem a Secex/MDIC. A movimentação marca o sexto mês consecutivo de retração das vendas ao mercado norte-americano, impactada em grande parte pelas tarifas elevadas impostas pelo governo dos Estados Unidos desde meados de 2025.

O resultado negativo contribuiu para um déficit na balança comercial com os EUA de aproximadamente US$ 670 milhões em janeiro, uma reversão do padrão tradicional de superávit bilateral observado nos últimos anos. As importações brasileiras de produtos norte-americanos também diminuíram no mês, caindo cerca de 10,9% em comparação com janeiro de 2025.

Especialistas em comércio internacional atribuíram a forte redução das exportações ao pacote de tarifas extras aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, especialmente em setores como manufaturados e alguns itens agrícolas, que elevou o custo dos produtos brasileiros no mercado americano e reduziu a competitividade dos embarques.

Apesar desse cenário, o Brasil conseguiu compensar parte das perdas no mercado norte-americano graças ao desempenho robusto em outros destinos, especialmente a China, que se consolidou como principal parceiro comercial brasileiro em volume e valor. Em janeiro, as exportações brasileiras para o mercado chinês cresceram cerca de 17,4%, atingindo US$ 6,47 bilhões, o que gerou um superávit comercial de aproximadamente US$ 720 milhões com aquele país.

Analistas destacam que, embora as exportações ao mercado americano continuem pressionadas, a diversificação geográfica dos destinos das vendas externas brasileiras tem servido como um amortecedor importante, reduzindo o impacto negativo das barreiras comerciais dos EUA e fortalecendo a presença do país em mercados emergentes e asiáticos. Dados também mostram que, em 2025, o Brasil encerrou o ano com recorde de exportações totais, impulsionado por demanda chinesa e por ajustes na estratégia comercial.

O episódio ilustra a dinâmica atual do comércio exterior brasileiro: enquanto relações com os Estados Unidos enfrentam desafios ligados a tarifas e disputas comerciais, mercados alternativos — em especial os asiáticos — ampliam sua participação, o que pode alterar a geografia das exportações brasileiras nos próximos anos.

FONTE: agenbrasil.ebc.com

Leave a reply

Siga-nos nas redes
  • Facebook7,3K
  • Instagram8.1K
Loading Next Post...
Loading

Signing-in 3 seconds...

Signing-up 3 seconds...