Debate sobre “Parceiro da Escola” reacende disputa política e comunitária na educação paranaense

Educação8 hours ago

O programa Parceiro da Escola, iniciativa da Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) que permite parcerias com instituições privadas para gerir a administração e serviços de escolas estaduais, voltou a ser foco de intenso debate público e político no estado.

Lançado em 2024 e sancionado pelo governo estadual, o programa foi concebido pelo Executivo com o objetivo de otimizar a gestão administrativa e de infraestrutura das unidades de ensino, liberando diretores e equipes pedagógicas para concentrarem esforços nas atividades educacionais. A proposta prevê que empresas especializadas cuidem da parte operacional das escolas enquanto a gestão pedagógica permanece sob responsabilidade do Estado.

Em novembro de 2025, a Secretaria de Educação abriu uma nova rodada de consulta pública envolvendo 96 escolas da rede estadual que, em processos anteriores, não alcançaram aprovação ou quórum suficiente para aderir ao programa. As consultas ocorreram nos dias 17 e 18 de novembro, com pais, responsáveis, professores, funcionários e estudantes aptos a votar “sim” ou “não” à adesão de cada unidade.

A iniciativa, porém, reacendeu críticas de parlamentares da oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e de movimentos sindicais ligados à educação pública. Os críticos argumentam que a nova consulta, que inclui escolas que já haviam rejeitado o modelo anteriormente, foi convocada com pouca antecedência e divulgação, o que poderia reduzir a participação e favorecer a aprovação do programa.

Segundo líderes oposicionistas, a estratégia do governo contraria compromissos anteriores e representa uma pressão sobre as comunidades escolares para reverter decisões previamente tomadas. “As escolas disseram ‘não’. O governo quer transformar esse ‘não’ em silêncio”, afirmou um dos parlamentares durante sessão plenária.

O debate levou à mobilização de sindicatos de professores e educadores, que denunciam a iniciativa como forma de terceirização da educação pública e uma ameaça à gestão democrática das escolas. A discussão também integra uma pauta mais ampla sobre a qualidade, autonomia e financiamento da educação no estado.

Até o momento, o governo defende o programa como uma maneira de modernizar a administração escolar e melhorar serviços de infraestrutura, destacando que a consulta pública é instrumento de participação democrática. A espera agora é pelos resultados oficiais das votações e seus impactos para o próximo ano letivo.

FONTE: assembleia.pr.leg

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