
O cenário global de investimentos em tecnologia começou a apresentar uma mudança de rota em 2026: investidores institucionais estão redirecionando recursos de grandes empresas de tecnologia (as chamadas big techs) para setores como energia, infraestrutura e semicondutores, que hoje são vistos como pilares essenciais para sustentar o crescimento da inteligência artificial.
Relatórios divulgados por consultorias financeiras e fundos de gestão, como o da BlackRock, indicam que o foco em IA não está mais restrito às plataformas de software, mas sim na capacidade de infraestrutura que possibilita a operação desses sistemas em larga escala. Isso inclui data centers, fornecimento estável de energia, redes de alta capacidade e fabricantes de chips de alto desempenho.
Com isso, ações de empresas ligadas à produção de energia renovável, armazenamento elétrico e construção de data centers passaram a ser consideradas estratégicas em carteiras de longo prazo. O movimento é impulsionado por projeções que indicam que o consumo energético da IA poderá crescer até 30 vezes na próxima década, exigindo novos modelos de abastecimento e sustentabilidade.
Por outro lado, o mercado também observa uma desaceleração nas ações de algumas big techs, após anos de crescimento explosivo. Analistas avaliam que a atual reconfiguração representa um novo ciclo de amadurecimento no setor de tecnologia, com maior atenção à viabilidade física e ambiental da expansão digital.
O realinhamento reforça que a próxima fase da revolução tecnológica dependerá não apenas de algoritmos e softwares, mas de uma infraestrutura robusta e sustentável — um desafio que conecta inovação, economia e política energética.
FONTE: reuters.com