
O volume total de crédito concedido no Brasil cresceu 10,2% em 2025, superando as estimativas iniciais do Banco Central e consolidando-se como um dos vetores de sustentação da economia no período. O resultado foi impulsionado, sobretudo, pela expansão do crédito às famílias, que registrou alta de 11,6%, e por um aumento de 8,1% no crédito para empresas, segundo relatório oficial divulgado nesta semana.
Com esse desempenho, a carteira total de crédito no país atingiu R$ 7,1 trilhões ao final de dezembro, refletindo o apetite do mercado por financiamento e o efeito de programas de estímulo ao consumo e à produção.
Especialistas apontam que o cenário de juros ainda elevados — com a taxa Selic mantida em 15% — não impediu a recuperação do crédito, especialmente em modalidades como empréstimo consignado, financiamento habitacional e crédito para capital de giro, que se beneficiaram de maior estabilidade institucional e demanda represada.
O desempenho acima do previsto reforça a percepção de que o sistema financeiro brasileiro mantém solidez e capacidade de irrigar a economia, mesmo em um ambiente de pressão fiscal e incertezas externas.
A expectativa do Banco Central para 2026 é de crescimento mais moderado, com foco em manter o equilíbrio entre expansão do crédito e controle da inadimplência, que segue em níveis relativamente estáveis segundo dados do setor.
FONTE: reuters.com