Conta corrente do Brasil encerra 2025 estável após desaquecimento da economia

Economia1 week ago

O Brasil encerrou o ano de 2025 com o déficit em transações correntes praticamente estável, refletindo um cenário de desaceleração da atividade econômica interna e ajustes no balanço de pagamentos. Dados consolidados do Banco Central indicam que o resultado permaneceu próximo ao patamar registrado no ano anterior, em torno de 3% do Produto Interno Bruto (PIB).

O desempenho foi influenciado principalmente pela moderação da demanda doméstica, resultado do longo período de juros elevados, que contribuiu para conter as importações e reduzir pressões sobre a conta externa. Ao mesmo tempo, a balança comercial apresentou melhora no fim do ano, impulsionada pelas exportações de commodities e pela recuperação pontual de alguns mercados internacionais.

Outro fator relevante para o equilíbrio das contas externas foi a entrada consistente de investimento estrangeiro direto (IED), que continuou suficiente para financiar grande parte do déficit em conta corrente. O fluxo de capital produtivo sinaliza confiança de investidores no médio e longo prazo da economia brasileira, apesar do ambiente de crescimento mais lento.

Analistas avaliam que a estabilidade do déficit externo indica uma posição externa relativamente confortável, sobretudo quando comparada a períodos anteriores de maior vulnerabilidade cambial. A combinação entre câmbio flutuante, reservas internacionais elevadas e financiamento via investimento direto tem funcionado como amortecedor diante das oscilações do cenário global.

O resultado também reflete os efeitos do aperto monetário adotado ao longo dos últimos anos, que contribuiu para o controle inflacionário, mas impactou o ritmo da atividade econômica. Com a economia mais fria, houve redução do consumo e dos investimentos, o que se traduziu em menor pressão sobre as contas externas.

Para 2026, a expectativa do mercado é de que a evolução da conta corrente esteja diretamente ligada ao comportamento da política monetária, à recuperação gradual do crescimento econômico e ao desempenho do comércio internacional. Especialistas destacam que a manutenção da estabilidade externa será fundamental para sustentar a confiança dos investidores e dar suporte a uma eventual retomada do crescimento nos próximos trimestres.

FONTE: reuters.com

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