Mercados reagem a sinais de desaceleração da economia brasileira

Economia4 hours ago

Os mercados financeiros brasileiros reagiram de forma positiva à divulgação de dados que indicam desaceleração da atividade econômica no fim do último ano. A leitura dos investidores é de que a perda de ritmo da economia pode abrir espaço para um ciclo de redução da taxa básica de juros (Selic) ao longo de 2026, movimento considerado favorável ao mercado de capitais.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, registrou altas consecutivas nas últimas sessões, impulsionado principalmente por ações de empresas ligadas aos setores de consumo, construção civil e infraestrutura, tradicionalmente beneficiados por um ambiente de juros mais baixos. O avanço do índice reflete uma reprecificação das expectativas em relação à política monetária conduzida pelo Banco Central.

No mercado de câmbio, o dólar apresentou volatilidade, oscilando em meio à combinação de fatores internos e externos. Enquanto, no Brasil, os investidores avaliam a trajetória da inflação e dos juros, no cenário internacional pesam as decisões do Federal Reserve, a evolução da economia chinesa e as tensões geopolíticas, que influenciam o fluxo de capitais para mercados emergentes.

Indicadores recentes de produção, consumo e serviços reforçam a percepção de que a economia brasileira perdeu fôlego, após um período de crescimento mais consistente. Economistas avaliam que esse movimento não representa uma retração abrupta, mas sim uma acomodação do ritmo de atividade, resultado dos efeitos prolongados de juros elevados e de um ambiente global menos dinâmico.

Diante desse cenário, o mercado financeiro passou a ajustar suas projeções, apostando em um cenário de maior previsibilidade macroeconômica e em uma eventual flexibilização da política monetária nos próximos meses. A expectativa é de que a combinação entre desaceleração controlada e inflação sob monitoramento permita decisões mais graduais, reduzindo incertezas e sustentando o otimismo observado nos mercados.

FONTE: agenciabrasil.ebc.com

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