
O Banco Central do Brasil determinou a liquidação extrajudicial da corretora CBSF (antiga REAG Investimentos) por “infrações graves às normas legais que regem o sistema financeiro”, conforme comunicado oficial divulgado nesta semana. A medida, considerada incomum, foi adotada com base em uma série de irregularidades constatadas durante processos de supervisão e auditoria conduzidos pela autarquia.
Entre os principais motivos apontados estão desvios operacionais, falhas de governança e descumprimento de obrigações regulatórias, que colocaram em risco a integridade do patrimônio dos clientes e o funcionamento ordenado do mercado. A decisão afasta imediatamente os gestores da instituição e transfere a administração da corretora para um interventor nomeado pelo Banco Central.
A CBSF atuava principalmente na gestão de recursos de terceiros e em operações de mercado de capitais. Embora o volume sob sua custódia seja considerado pequeno frente às grandes instituições do setor, a ação envia um sinal claro de que o Banco Central pretende intensificar o controle e a transparência no sistema financeiro, especialmente após os recentes casos de instabilidade envolvendo bancos médios e corretoras menores.
Em nota, a autoridade monetária informou que o impacto da liquidação sobre o mercado é limitado e não compromete a estabilidade do sistema financeiro nacional. No entanto, a medida levanta alerta para o aumento da fiscalização e para a necessidade de as instituições manterem padrões rigorosos de compliance e gestão de riscos.
A liquidação da CBSF ocorre em meio a um contexto mais amplo de revisão regulatória e reforço da supervisão prudencial, em linha com recomendações internacionais de proteção ao investidor e fortalecimento da confiança no ambiente de negócios.
FONTE: reuters.com