
Em um movimento que pode reposicionar o Brasil no cenário geopolítico e econômico global, governos brasileiro e norte-americano iniciaram tratativas para firmar um acordo de cooperação envolvendo a exploração e exportação de minerais estratégicos, como terras raras, essenciais para a produção de tecnologias de ponta.
As negociações, reveladas por fontes oficiais nesta semana, buscam fortalecer as cadeias produtivas ocidentais em setores como energia limpa, mobilidade elétrica, defesa e semicondutores — áreas que hoje dependem fortemente do suprimento chinês. O Brasil, que possui grandes reservas inexploradas de minerais críticos como nióbio, lítio e grafite, se apresenta como alternativa viável e estratégica para os Estados Unidos na tentativa de diversificar sua matriz de fornecimento.
O acordo, ainda em fase preliminar, pode incluir investimentos diretos em infraestrutura mineral, transferência de tecnologia e acordos de comércio bilateral, além de previsões ambientais para garantir a exploração sustentável desses recursos.
Especialistas avaliam que a iniciativa pode representar um novo ciclo de valorização da mineração brasileira, com impacto positivo nas exportações, geração de empregos qualificados e fortalecimento da posição do país como player relevante na transição energética global.
O Itamaraty e o Departamento de Estado norte-americano evitam comentar detalhes do memorando em construção, mas fontes diplomáticas indicam que as conversas avançaram significativamente nos últimos meses e podem ganhar formalização ainda no primeiro semestre de 2026.
Caso concretizado, o acordo também sinaliza maior alinhamento estratégico entre Brasil e Estados Unidos, em um momento em que o país sul-americano busca ampliar sua inserção internacional e atrair investimentos em setores de alto valor agregado.
FONTE: ft.com