
Os programas Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e Programa Universidade para Todos (Prouni) continuam sendo os principais instrumentos do Governo Federal para ampliar o acesso ao ensino superior no Brasil, especialmente entre estudantes de baixa renda. Em 2026, as duas políticas mantêm papel central na estratégia do Ministério da Educação (MEC) para democratizar a graduação no país.
O Prouni oferece bolsas de estudo integrais e parciais em instituições privadas de ensino superior para estudantes que cursaram o ensino médio na rede pública ou como bolsistas integrais na rede privada. Já o Fies possibilita o financiamento das mensalidades com juros reduzidos e pagamento facilitado após a conclusão do curso, atendendo alunos que não conseguem arcar integralmente com os custos da graduação.
Segundo dados do MEC, milhões de estudantes já foram beneficiados pelos programas desde a sua criação, o que contribuiu para ampliar significativamente o número de jovens no ensino superior, sobretudo em regiões historicamente menos atendidas. Em muitos casos, Fies e Prouni representam a única alternativa viável de ingresso na universidade.
Especialistas em educação avaliam que, apesar de desafios como evasão e necessidade de aperfeiçoamento dos critérios de permanência, os programas seguem fundamentais para reduzir desigualdades educacionais e sociais. “São políticas que impactam diretamente a mobilidade social e a formação de profissionais em áreas estratégicas para o país”, destaca a socióloga educacional Ana Paula Corti.
O MEC afirma que trabalha para aperfeiçoar os mecanismos de seleção e acompanhamento dos estudantes, garantindo maior sustentabilidade aos programas e ampliando a efetividade das ações de inclusão no ensino superior.
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