Desigualdades persistem e mais de 4,2 milhões de estudantes enfrentam atraso escolar no Brasil

Educação9 hours ago

Apesar de avanços em políticas de acesso à educação, o sistema educacional brasileiro ainda enfrenta desafios estruturais significativos, especialmente no que diz respeito à permanência e progressão dos estudantes. Dados recentes revelam que mais de 4,2 milhões de alunos da educação básica estão em situação de atraso escolar, o que corresponde a aproximadamente 12,5% das matrículas no país.

O levantamento, divulgado por instituições educacionais e especialistas do setor, considera o atraso escolar como a diferença entre a idade do aluno e o ano letivo cursado, evidenciando impactos de fatores como desigualdade socioeconômica, defasagem de aprendizagem, evasão temporária e carência de infraestrutura educacional em diversas regiões do país.

O fenômeno atinge principalmente estudantes do ensino fundamental e médio, com maior incidência nas regiões Norte e Nordeste, onde há maior vulnerabilidade social e menor acesso a recursos pedagógicos e digitais. Especialistas apontam que a pandemia de Covid-19 agravou esse cenário, ampliando as lacunas de aprendizagem, especialmente entre alunos de baixa renda.

“Estamos diante de um desafio urgente: garantir que os estudantes não apenas ingressem na escola, mas que tenham condições reais de permanecer e aprender com qualidade”, destacou a educadora e pesquisadora Ilona Becskeházy.

Para especialistas, enfrentar esse quadro exige investimentos consistentes em formação de professores, acompanhamento pedagógico, infraestrutura e políticas públicas intersetoriais, além do fortalecimento de programas de recuperação da aprendizagem, como reforço escolar, ensino em tempo integral e educação inclusiva.

O Ministério da Educação (MEC) reconhece o desafio e tem priorizado ações voltadas à recomposição das aprendizagens, com o lançamento de programas como o Pacto Nacional pela Retomada das Aprendizagens, em parceria com estados e municípios. No entanto, entidades educacionais cobram maior articulação e financiamento para políticas de longo prazo.

FONTE: educamaisbrasil.com.br

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