
Apesar da retomada moderada da economia global em 2026, as desigualdades econômicas entre países ricos e em desenvolvimento seguem crescendo, segundo alerta do Banco Mundial em seu mais recente relatório de perspectivas. A instituição destaca que muitas economias emergentes ainda não conseguiram recuperar os níveis de renda per capita observados antes da pandemia, ampliando a distância em relação às nações desenvolvidas.
A análise revela que, embora haja sinais de estabilidade econômica em grandes mercados, o ritmo de crescimento em países de baixa e média renda permanece aquém do necessário para reduzir a pobreza e fomentar inclusão social. Entre os principais entraves estão dificuldades fiscais, baixo investimento em educação e infraestrutura, além de choques inflacionários e climáticos.
“Estamos testemunhando uma recuperação global desigual. Enquanto algumas economias aceleram, outras enfrentam estagnação e vulnerabilidades crescentes”, afirmou Indermit Gill, economista-chefe do Banco Mundial. Segundo ele, sem reformas estruturais e apoio internacional coordenado, a meta de convergência econômica entre países continuará distante.
O relatório também destaca que a desaceleração do comércio internacional e o aumento de políticas protecionistas prejudicam ainda mais as economias dependentes de exportações de commodities e produtos manufaturados. Países da América Latina, África Subsaariana e partes da Ásia Central estão entre os mais afetados.
Para analistas, o quadro exige ações concretas em financiamento para o desenvolvimento, ampliação do acesso à tecnologia, e reforço a políticas públicas em áreas como saúde, educação e clima. O Banco Mundial defende uma mobilização global mais intensa para evitar que os efeitos da pandemia se tornem danos estruturais de longo prazo para bilhões de pessoas.
FONTE: elpais.com