
O governo federal iniciou 2026 com projeções otimistas para o comércio exterior brasileiro, estimando um superávit comercial que pode atingir entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões até o final do ano. A estimativa foi divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que vê no cenário atual uma oportunidade de consolidar a posição do Brasil como potência exportadora, mesmo diante de instabilidades na economia global.
Em 2025, o país já havia superado as expectativas anteriores ao fechar o ano com saldo positivo de US$ 68,3 bilhões, puxado principalmente pelas exportações do agronegócio, como soja, milho, carne e café. Para este ano, a China segue como o principal destino das exportações brasileiras, enquanto a participação dos Estados Unidos sofreu leve retração. Em contrapartida, acordos comerciais em negociação com Índia, México e Canadá despontam como alternativas para diversificar os mercados de destino.
“O desempenho de 2025 e as perspectivas de 2026 mostram que o Brasil tem capacidade de responder com força ao cenário global, mantendo competitividade e ampliando suas parcerias estratégicas”, afirmou em nota o ministro Geraldo Alckmin, que também comanda o MDIC.
Além do crescimento esperado nas exportações, o governo tem intensificado esforços diplomáticos para viabilizar o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, considerado uma das prioridades da atual gestão. Segundo técnicos do ministério, o avanço desse tratado poderá abrir novas oportunidades para setores industriais e de serviços, além de ampliar o acesso a mercados mais exigentes.
Apesar do otimismo nas vendas externas, analistas alertam para desafios estruturais no ambiente econômico interno, como a necessidade de reformas fiscais, estímulo à inovação e redução dos custos logísticos. Ainda assim, o Brasil inicia o ano com o setor externo como um dos principais pilares de sustentação do crescimento econômico, em meio às incertezas fiscais e à desaceleração de grandes economias mundiais.
FONTE: reuters.com