
Além dos programas de acesso ao ensino superior e da ampliação da pós-graduação gratuita, a educação brasileira vive um momento de discussões estruturais que podem redefinir seus rumos nos próximos anos. Entre os temas em destaque está o avanço, no Congresso Nacional, do projeto de regulamentação da educação domiciliar, conhecida como homeschooling.
A proposta, que gera intensos debates entre educadores, famílias e parlamentares, está em análise no Senado e busca estabelecer regras para que pais possam assumir formalmente a responsabilidade pela educação dos filhos fora do ambiente escolar. Enquanto defensores alegam liberdade de escolha e personalização do ensino, críticos alertam para os riscos de evasão, falta de fiscalização e exclusão social.
Outro eixo de debate é a colocação do Brasil em rankings internacionais de desempenho educacional, como o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes). Especialistas apontam que, embora haja avanços pontuais em indicadores como alfabetização e acesso ao ensino médio, o país ainda enfrenta desafios profundos em qualidade de ensino, valorização docente e equidade.
O Ministério da Educação (MEC) tem defendido a necessidade de articulação entre os entes federativos para garantir uma educação mais justa e alinhada às competências do século 21. Em declarações recentes, o ministro Camilo Santana reiterou que “não há democracia forte sem educação pública de qualidade”.
FONTE: gazetadopovo.com.br